É com perplexidade e profunda indignação que estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA)  receberam a notícia de que o espaço conhecido como “CANiL_” foi destruído na última sexta-feira, 21 de dezembro. Um local que durante mais de 6 anos foi palco de shows, apresentações teatrais, festivais de música, encontros, debates e diversas manifestações culturais colocado abaixo.

Essa decisão foi tomada autoritariamente – sem conhecimento nem aval do corpo discente – e após a diretoria da ECA ter se comprometido a não derrubar o espaço enquanto a escola permanecesse em sua atual localização.

É revoltante que, ano após ano, a mesma Reitoria da Universidade de São Paulo que aguarda estrategicamente o recesso escolar para demolir e lacrar espaços arbitrariamente, eliminar estudantes e funcionários por motivos políticos, expulsar estudantes da moradia estudantil e demitir em massa funcionários aposentados se considere uma gestão do diálogo.

Pedimos à diretoria da ECA que se manifeste sobre a demolição do espaço estudantil e nos esclareça sobre os reais motivos e agentes de tal medida. E se a diretoria da ECA não teve participação na demolição do CANIL_, pedimos que não meça esforços para apurar esse fato, tomar providências e impedir que sigam os ataques aos espaços, à liberdade de organização e à manifestação estudantil.

Ressaltamos que não foi somente a autonomia dos estudantes sobre seus espaços que foi ferida, mas também a autonomia da própria Escola de Comunicações e Artes sobre seu espaço e a utilização dele.

Não nos calaremos:
Em defesa da Autonomia dos Espaços Estudantis!

Centro Acadêmico Lupe Cotrim

Documento da diretoria da ECA/USP de comprometimento de NÃO demolição do CANiL_: http://www3.eca.usp.br/node/1494

Faz 44 anos que a ECA faz parte da minha vida. Nesses anos, com certeza, tive mais convívio com colegas e alunos do que com a minha própria família. Este é um dos  motivos porque creio estar em condições de submeter meu nome para figurar na lista tríplice de candidatos a Diretor desta Escola.

Não vou ocupar o seu tempo falando de meu percurso acadêmico e administrativo. Existem outros postulantes ao cargo com igual vontade de continuar a servir os  propósitos desta Instituição. Creio que você vai fazer prevalecer o seu ponto de vista sobre o programa que melhor responde ao futuro de nossa Escola.  

Eu defendo:

 

  1. a unidade da ECA;
  2. a elaboração de um plano de metas e de projetos estratégicos para a ECA em relação às atividades acadêmicas e administrativas;
  3. novas instalações físicas que consigam representar a unidade da instituição e atendam, condignamente, as suas necessidades acadêmicas;
  4. maior presença política da ECA nas decisões nacionais;
  5. a ampliação da representatividade da ECA nas agências de fomento;
  6. a avaliação, integração e atualização contínua das estruturas curriculares;
  7. a criação de um evento anual que demonstre a unidade da instituição e socialize a sua produção artística e acadêmica;
  8. a democratização da USP, com a criação de um órgão consultivo e fiscalizador formado por representantes de entidades civis (OAB, CRM, CRECI, ANDES, etc), representantes do poder instituído (Câmara, Assembléia Legislativa,  Secretaria da Educação, etc), representantes de agências de fomento (Fapesp, CNPq, Capes,  etc) e representantes de entidades da USP:DCE, Adusp e Sintusp.
  9. que em sendo aprovado pela USP, o programa de cotas tenha o limite fixado entre 10% e 20%  de vagas e que se faça uma avaliação ao final de cinco anos para deliberar sobre a sua continuidade;
  10. cursos de reciclagem para a valorização dos funcionários e racionalização dos trabalhos administrativos;
  11. a realização de eventos relacionados à atualização pedagógica, na área da Comunicação, destinados a professores e funcionários;
  12. a dupla diplomação;
  13. maior integração da ECA com congêneres nacionais e internacionais.
  14. a aproximação com instituições e entidades ligadas a comunicações e artes para discutir novas tecnologias, mercado de trabalho e cursos de extensão.
  15. a transparência de todos os atos financeiros e administrativos com a publicação de relatório mensal no site da instituição.

 Obrigado pela sua atenção:

 Prof. José Coelho Sobrinho

Nota  —  Publicado: 19 de outubro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized

PROPOSTAS PARA DIREÇÃO DA ECA-USP – 2013-2016
Margarida Maria Krohling Kunsch

POR QUE SOU CANDIDATA À DIREÇÃO DA ESCOLA DE
COMUNICAÇÕES E ARTES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO?

Ao longo da minha trajetória acadêmica e profissional de mais de 40 anos, acumulei conhecimentos e experiências que vão além das funções de pesquisadora e docente.

Ocupei cargos de gestão na própria ECA, como presidente da Comissão de Pós- Graduação, chefe do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo, participante de grande número de comissões e coordenadora de cursos.

Fui presidente de várias entidades da área da Comunicação, tanto nacionais, como a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e a Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp), quanto internacionais, como a Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (Alaic) e a Confederación Iberoamericana de las Asociaciones Científicas y Académicas de Comunicación (Confibercom). Atualmente, sou presidente da Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom).

Por isso, me disponho a contribuir e me sinto mesmo no dever de submeter meu nome à apreciação da comunidade ecana para a direção da Escola nos próximos quatro anos. Vejo-me preparada para enfrentar esse novo desafio na minha carreira dedicada ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, por meio de uma gestão participativa, envolvendo todos os Departamentos e setores dessa instituição.

Tudo farei para posicionar institucionalmente a ECA no lugar que ela merece por sua diversidade e excelência no mundo das Artes e das Comunicações, tanto no âmbito da própria Universidade de São Paulo como junto à sociedade, à comunidade científica nacional e internacional e ao mercado dessas duas grandes áreas de conhecimento.

PROPOSTAS PRELIMINARES PARA INICIARMOS UM DIÁLOGO COM OS DEPARTAMENTOS,
A EAD, AS COMISSÕES (GRADUAÇÃO, PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA, CULTURA E EXTENSÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL), FUNCIONÁRIOS E CENTRO ACADÊMICO

1. Graduação

A formação que a ECA-USP oferece aos seus estudantes precisa passar, em médio e longo prazo, por novos ajustes e por mudanças estruturais significativas, diante das novas demandas sociais, tecnológicas, políticas e econômicas da sociedade contemporânea. Considero que a acentuada segmentação dos cursos hoje existente, sem uma interlocução entre as áreas de conhecimento e dos Departamentos, bem como o uso ainda muito restrito das tecnologias da informação e da comunicação nos espaços pedagógicos, são entraves que precisam ser equacionados. Qual o perfil profissional que desejamos para nossos estudantes dos vários cursos da ECA-USP? Trata-se de uma questão-chave que precisa ser discutida
amplamente. Para tanto, relaciono algumas ideias como ponto de partida.

§ Reativar o Fórum de Graduação, articulando ações concretas com a participação efetiva de coordenadores, professores e estudantes dos cursos oferecidos pelos Departamentos.

§ Avaliar se os projetos pedagógicos dos cursos de Graduação estão sendo de fato implantados e quais os ajustes necessários a serem feitos em função do perfil profissional do egresso que queremos formar para este terceiro milênio.

§ Construir um diagnóstico situacional das matrizes curriculares e das práticas vigentes da formação oferecida pelos cursos de Graduação da ECA, tendo em vista alcançar a excelência no ensino.

2. Pós-Graduação

A ECA-USP é a única instituição universitária do país a reunir, em sua estrutura acadêmico-administrativa, seis programas de Pós-Graduação das áreas de Comunicações e Artes, a saber: Ciências da Comunicação (PPGCOM); Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA); Ciência da Informação (PPGCIN); Artes Visuais (PPGAV); Artes Cênicas (PPGAC); e Música (PPGMUS). É preciso buscar uma maior integração acadêmica entre esses programas, promovendo ações conjuntas como eventos especiais, projetos de pesquisa e de cooperação internacional em parcerias, publicações etc., para que não se fique restrito meramente às questões burocráticas desse relacionamento. Algumas ideias nessa direção podem ser elencadas:

§ Estabelecer políticas editoriais e apoiar publicações como e-books do corpo docente e discente dos programas existentes das Comunicações e das Artes, como coletâneas resultantes das melhores teses e dissertações defendidas anualmente.

§ Realizar um evento científico anual de integração com a participação do
corpo docente e discente dos seis programas, além de convidados nacionais e internacionais, com vistas a debater os grandes temas contemporâneos das Comunicações e das Artes.

§ Mediante parcerias entre as áreas de Comunicações e Artes, incentivar
projetos bilaterais de cooperação internacional financiados por órgãos
de fomento (Capes, CNPq e Fapesp).

§ Dimensionar da melhor forma possível o espaço físico, com vistas a contemplar satisfatoriamente necessidades operacionais das secretarias administrativas, bem como criar espaços específicos para os pós-graduandos e espaços de convivência entre estudantes e professores.

3) Pesquisa

Nos últimos anos houve um avanço na sistematização dos grupos, centros e laboratórios de pesquisa da ECA-USP e nas realizações de eventos específicos. Proponho otimizar as atividades que já são desenvolvidas e fomentar uma maior articulação das ações da Comissão de Pesquisa e da Comissão de Pós- Graduação. Concretamente, trata-se de:

§ Trazer para o debate os temas das Comunicações e das Artes que são objetos de estudos dos docentes e estudantes, mediante a realização de seminários anuais nas respectivas áreas e linhas de pesquisa.

§ Dar visibilidade institucional e difundir a produção científica gerada como resultado da concretização dos estudos dos grupos, centros e laboratórios de pesquisa, por meio de publicações específicas anuais em versões eletrônicas e impressas.

§ Criar bolsas de iniciação científica – pelo menos duas por Departamento.

§ Colaborar para o aperfeiçoamento da infraestrutura (espaço, mesas e
cadeiras, computadores) de cada grupo de pesquisa que consiga apoio
de agências de fomento.

4) Cultura e Extensão

A ECA-USP, pela diversidade e riqueza de produção científica e artística dos seus professores e estudantes, tem desenvolvido inúmeras atividades de cultura e extensão ao longo de seus 46 anos de existência. No entanto, acredito que se faz necessário conferir-lhe uma visibilidade institucional ainda mais acentuada, quer perante a Universidade de São Paulo, quer perante a sociedade em geral. Assim, proponho:

§ Dar continuidade aos projetos em curso e institucionalizar iniciativas de estudantes e professores em atividades gratuitas de extensão que possam atender demandas sociais nas áreas específicas das áreas das Comunicações e das Artes, por meio de apoios a projetos especiais apresentados pelos Departamentos.

§ Criar maior aproximação e integração com a sociedade e o mercado das
Comunicações e das Artes, por meio da realização de atividades de extensão e cultura, democratizando assim as produções científicas e artísticas do corpo docente da Escola.

§ Buscar uma interlocução mais efetiva com a sociedade e estudar a viabidade da criação de um Conselho Consultivo externo que atuará junto à direção como órgão assessor, formado por ex-alunos dos cursos existentes na Escola, especialistas e representantes da sociedade civil, do mercado profissional e de órgãos públicos de Cultura.

§ Possibilitar, por meio de patrocínios, que a produção artística de professores e estudantes possa alcançar um público maior em exibições internas e externas.

§ Incrementar o uso das leis de incentivo fiscal na produção de projetos culturais e aprimorar a capacidade de captação de recursos para permitir melhores condições de trabalho artístico, bem como garantir a sua qualidade.

5. Internacionalização

A internacionalização da ECA-USP é hoje uma realidade, sendo muitas as conquistas e os avanços obtidos nos últimos anos. Entretanto, considero que os processos de intercâmbio e mobilidade, tanto dos docentes como dos estudantes, ainda precisam ser melhorados e aperfeiçoados. Registro algumas propostas nesse sentido:

§ Criar diretrizes gerais para orientar a seleção dos estudantes candidatos a intercâmbios internacionais, vinculados aos convênios vigentes na Escola, bem como criar critérios de avaliação de aproveitamento após o retorno do exterior.

§ Incentivar a realização de projetos conjuntos, por meio de acordos bilaterais com outros países, com o apoio de órgãos públicos de fomento como Capes, CNP e Fapesp, no tocante à realização de pesquisas e publicações conjuntas, à formação de novos pesquisadores etc.

§ Criar uma comissão específica em cada Departamento para estudar a viabilidade da implantação do duplo diploma de graduação com universidades de classe internacional.

§ Democratizar as experiências vividas pelos professores e estudantes nos estágios realizados no exterior, mediante divulgação de relatórios e apresentação pública em eventos especiais.

§ Criar um grupo voluntário e colaborativo de professores, estudantes e funcionários para dar apoio aos estudantes estrangeiros que realizam intercâmbio na nossa Escola.

7. Gestão administrativa e financeira

Recentemente, foi aprovada pela Reitoria da USP a nova estrutura organizacional da Escola. Cabe agora tornar essa estrutura a mais funcional possível. A gestão administrativa e financeira deve estar focada nos fins, isto é, na missão e nas finalidades essenciais do ensino, da pesquisa e da extensão universitária da ECA-USP. Nesse sentido, proponho algumas ações concretas:

§ Realizar um planejamento estratégico para pensar a ECA-USP para os próximos 10 anos, a fim de redefinir a sua missão, sua visão e seus valores no contexto de uma sociedade complexa e em constantes transformações.

§ Aperfeiçoar os processos de gestão administrativa, tornando-os mais ágeis e eficazes, mediante o estabelecimento de objetivos e metas definidas para realização de atividades de rotina e de projetos especiais.

§ Criar mecanismos capazes de monitorar e controlar o funcionamento da área financeira, de forma a conseguir mais agilidade para atender às demandas recorrentes dos Departamentos, da EAD e das Comissões de Graduação, Pós-graduação, Pesquisa e Cooperação Internacional.

8. Gestão de Recursos Humanos

No novo organograma da ECA consta um “serviço de gestão de pessoas”. Pretendo dinamizar esse setor e estabelecer objetivos e metas com vistas à melhoria da capacitação dos servidores públicos, tanto funcionários como professores. Levanto algumas ideias possíveis nessa direção.

§ Estabelecer políticas de recursos humanos que levem em conta a valorização das pessoas no ambiente organizacional e no mundo do trabalho, bem como estimular o processo contínuo de aprendizagem e aperfeiçoamento pessoal e profissional.

§ Aperfeiçoar o funcionamento da Comissão de Programa Permanente de Qualidade e Produtividade (ProQual) e redefinir objetivos e frentes de atuação vigentes.

§ Elaborar, junto com as chefias departamentais, mecanismos para uma avaliação
criteriosa de mérito dos servidores no processo evolutivo de suas carreiras.

§ Buscar alternativas para encontrar um espaço de convivência adequado
para os funcionários, para o funcionamento do Grêmio e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). As atividades do Grêmio constituem um momento de integração importante na vida dos servidores e devem ser incentivadas e apoiadas pela direção da Escola.

§ Apoiar o oferecimento de cursos de idiomas e pedagógicos voltados aos docentes.

§ Estabelecer uma política de apoio financeiro para viagens de professores
com vistas à participação em congressos nacionais e internacionais e outras missões, a fim de que haja uma distribuição mais equitativa e democrática entre o corpo docente dos recursos destinados pela diretoria para esses fins.

9. Centro Acadêmico e Associação Atlética

Os estudantes constituem a razão de ser de qualquer instituição educacional. Promover uma gestão participativa, ouvindo as demandas estudantis com vistas à melhoria constante da qualidade do ensino, é um dos meus propósitos. A ECA-USP possui o privilégio de contar com um excelente alunado, que passa por uma seleção rigorosa de ingresso no vestibular da Fuvest. A Escola deve valorizar esse capital intelectual. Nesse sentido, proponho algumas ações básicas para um início de conversações.

§ Manter constante diálogo com os estudantes, por meio da representação oficial do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (Calc) e da Associação Atlética
Acadêmica Lupe Cotrim (Ecatlética).

§ Incentivar e apoiar projetos especiais dos estudantes, do Centro Acadêmico e da Associação Atlética que visam a promover atividades de caráter cultural, artístico, esportivo e técnico nas especialidades das Comunicações e das Artes.

§ Fomentar a participação mais efetiva da representação discente junto aos
colegiados da Escola e das instâncias decisórias.

10. Infraestrutura física e laboratorial

Hoje são de conhecimento público todas as carências que a ECA-USP enfrenta no tocante à sua infraestrutura física. Nesse sentido, já está em curso, depois de cerca de dois anos de debates, o projeto da construção de um novo prédio para a Escola. Acredito que cabe à próxima direção dar continuidade às conversações e negociações junto à Reitoria da USP, defendendo o que for melhor para a Escola a partir de novas demandas
e das já apresentadas pela comunidade ecana e que foram amplamente discutidas e aprovadas nas várias instâncias dos colegiados da Congregação e do CTA.

***

Nota  —  Publicado: 19 de outubro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized

PROPOSTA PARA A ECA – GESTÃO 2013/2016

Maria Dora Genis Mourão

Aos docentes, funcionários e alunos,

Submeto minha candidatura ao cargo de Diretora da Escola de Comunicações e Artes para o período 2013/2016.

Entendam essa decisão como resultado de uma trajetória de 45 anos dedicados à Escola e à Universidade iniciada na graduação e consolidada na pós-graduação e na docência, esta exercida desde 1972; além de ter ocupado, por várias vezes, cargos administrativos como, por exemplo, a chefia do Departamento de Cinema, Rádio e TV por duas vezes (8 anos). A experiência adquirida me permitiuser conduzida à Vice-Direção no período 2009/2012.

Além da experiência administrativa dentro da Universidade,ajudei a criar associações de ensino e pesquisa na área do cinema e audiovisual e presidi várias delas. Como exemplo cito o FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual do qual fui a 1a Presidente (2000 a 2007), a SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (2009 a 2013) e o CILECT – Centre International de LiaisondesEcoles de Cinéma et Télévision, sediado na Bélgica, do qual sou Presidente neste momento.

Não cabe neste documento tecer considerações sobre esse caminho, mas é importante dizer que sempre estive envolvida de maneira ativa nos rumos da ECA, tanto do ponto de vista acadêmico quanto politico, desde sua implantação, em 1967,até hoje; assim como há anos participo ativamente de ações vinculadas à política cultural brasileira desenvolvida pelo Ministério da Cultura, integrando comissões como representante de entidade na esfera federal e também estadual.Ainda, no âmbito do Ministério da Educação, participei da comissão que reviu e propôs as novas Diretrizes Curriculares para os Cursos Superiores de Cinema e Audiovisual aprovadas e implantadas em 2006.

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A ECA

O que me move a propor a candidatura à Direção é considerar a ECA uma Escola muito especial que eu aprendi a conhecer e para a qual me disponho a oferecer minha experiência na administração pública e na de associações civis.

A ECA tem 8 departamentos, além da Escola de Arte Dramática (EAD), que poderiam ser 8 unidades de ensino, dada a peculiaridade e especificidade de cada uma das áreas em que atua.

Se no passado houve um desejo de divisão entre as Comunicações e as Artes, hoje constatamos que a convivência pode ser estimulante. É uma Unidade com um perfil de produção artística e cultural muito significativo e com uma pluralidade de campos de pesquisa que passam pela pesquisa teórica, de linguagem, instrumental e técnica. Legitimar essa diversidade pode nos levar à vanguarda de uma discussão sobre essa coexistência, mas sem perder o respeito às especificidades, sejam elas de conteúdo, de modelos didático-pedagógicos e de infraestrutura técnica e de espaço.

Nessa perspectiva a ECA tem total condição de voltar a ser liderança na área mesmo tendo consciência de que o momento é outro. O ensino das comunicações e das artes está disseminado por todo o Brasil, e o papel que nos coube no passado de estar à frente de propostas diferenciadas para o ensino de graduação e de pós-graduação se diluiu frente ao crescimento da área.

Temos que levar adiante a renovação já iniciada recentemente, avançar na atualização e aprofundar a qualidade do ensino. Não foi à toa que em agosto deste ano o QS QuacquarelliSymonds Rankings divulgou uma lista, por disciplinas, na qual comunicação e mídia da ECA aparecem na 11º posição entre as melhores universidades do mundo, este mesmo ranking que foi o responsável por posicionar a USP como a melhor universidade da América Latina.

Essa posição no ranking nos dá a responsabilidade de repensar o lugar da comunicação num mundo que sofreu mudanças radicais como decorrência inclusive da revolução tecnológica. Da mesma maneira, pensar como as artes estão dialogando com essas mesmas mudanças é fundamental.

Um passo já foi dado na área da comunicação, com a implantaçãono Departamento de Comunicações e Artes da Licenciatura em Educomunicaçãoque aponta para a inter-relação entre a comunicação e a educação como intervenção social. Outros cursos estão sendo propostos, Redes e Comunicação Digital no Departamento de Relações Públicas, Publicidade e Turismo e Arquivologia e Museologia no Departamento de Biblioteconomia e Documentação.

As artes, atentas às novas discussões propostas pelos movimentos artísticos contemporâneos, se renova e tem proposto novos cursos, Sonologia no Departamento de Música, História e Crítica da Arte no Departamento de Artes Plásticas, Dança no Departamento de Artes Cênicas.

Pensando o conjunto da ECA, proponho desenvolver uma filosofia de integração que respeite as diferenças e que busque um equilíbrio entre as diversas áreas. Há qualidades específicas, mas é necessário perseguir a qualidade da ECA.

A ECA NO ÂMBITO INTERNACIONAL

A perspectiva da USP de ser uma Universidade de classe mundial deve encontrar respaldo na ECA. É essencial desenvolver ações de internacionalização, tanto para a Graduação como para a Pós-Graduação, aumentando o número de convênios visando, entre outras coisas, a expansão de pesquisas conjuntas, a dupla titulação, o intercâmbio de docentes e alunos. Também é importante encontrar soluções para que os servidores técnicos possam se atualizar nos centros especializados.

O potencial que há na ECA de desenvolvimento de projetos de alto nível, e a experiência internacional por mim adquirida em função das várias atividades desenvolvidas tanto na esfera acadêmica quanto política, me qualifica para desenvolver um trabalho de inserção da ECA no circuito internacional.

A ECA NO ÂMBITO NACIONAL

A Escola tem um histórico de atuação política e de ocupação de cargos em órgãos de apoio à pesquisa, em Ministérios e Secretarias Federais, Estaduais e Municipais vinculadas às áreas afins, tanto como instituição quanto através da participação de docentes e de ex-alunos em cargos de alto escalão e em comissões que elaboram projetos e propostas de políticas publicas que são implementadas pelos poderes constituídos.

Da mesma maneira, através de nossos programas de pós-graduação, somos formadores de uma grande porcentagem dos que hoje são docentes das Universidades brasileiras.

Este desempenho político-acadêmico é fundamental pois é o reconhecimento de nossa excelência e de nossa capacidade de formar lideranças.

Proponho a criação de um Conselho Consultivo, formado por esses docentes e ex-alunos que atuam no âmbito nacional, para que, a partir da experiência adquirida como lideranças, nos acompanhem numa reflexão sobre a ECA.

A ECA NO ÂMBITO DA UNIVERSIDADE

É fundamental que a ECA continue se fazendo presente nos debates relacionados aos assuntos que dizem respeito à política da Universidade, refletindo sobre temas basilares e levando propostas que espelhem nossa competência na produção de conhecimento.

Dois são os temas mais candentes neste momento: a política de cotas raciais e/ou sociais e a estrutura de poder na Universidade. É necessário avançar na discussão e definir propostas que representem nossa posição.

Por outro lado, devemos lutar para que as áreas de conhecimento das quais fazemos parte (artes e humanidades) sejam respeitadas nas suas especificidades e reconhecidas como um dos pilares da pesquisa e da produção artística dentro da academia.

Proponho encaminhar uma proposta de criação de um modelo de contrato docente diferenciado (sem a obrigatoriedade de fazer carreira acadêmica), de artistas reconhecidos e profissionais de alta qualificação que possam contribuir com a Universidade, neste caso com a ECA.

A ECA NO SEU PRÓPRIO ÂMBITO

Ter acompanhado de perto a atual administração na qualidade de Vice-Diretora, me permitiu ter uma visão de conjunto da ECA. Quando participamos da administração em cargos mais específicos dominamos uma parte, mas não o todo. E a complexidade da Escola,quando vista como um todo, é surpreendente e é o grande desafio da gestão administrativa.

Dentro da atual politica de gestão, que descentralizou parte das atividades apoiando-se em um trabalho coletivo, fui responsável por coordenar algumas ações. Cito as mais recentes: a proposta do novo organograma administrativo (funcional) já enviado e aprovada pelos órgãos centrais; a preparação do pedido de vagas docentes temporárias (pedido já atendido); a preparação e consolidação da demanda dos departamentos referentes anovos cargos/claros docentes (encaminhado e aguardando resposta).

Nos últimos 4 anos muito foi feito, mas ainda há a necessidade de consolidar ações iniciadas e avançar nas transformações imprescindíveis para que a Escola esteja em consonância com as mudanças da sociedade contemporânea.

Muitos dos cursos da ECA estão há muitos anos entre os 10 primeiros na demanda do vestibular da USP, o que demonstra o interesse da sociedade pelas áreas em que atuamos.

Para responder a este interesse, melhorando cada vez mais a qualidade do ensino, da pesquisa, e das ações de cultura e extensão, é fundamental:

1. Lutar para recompor o corpo docente com o intuito de fazer frente às mudanças de paradigmas nos campos das comunicações e das artes e para atender às atualizações curriculares dos cursos existentes;

2. Criar condições estruturais para a efetiva implantação das atuais propostas de novos cursos de graduação que atenderão aos projetos político-pedagógicos dos Departamentos da ECA (Sonologia, História e Crítica da Arte, Arquivologia e Museologia, Redes e Comunicação Digital, Dança);

3. Avançar na melhoria da infraestrutura dos Programas de Pós-Graduação com o objetivo de dar as condições necessárias para alcançar o nível de excelência desejado. Apoiar a ampliação de novos programas na perspectiva de atender a áreas ainda não contempladas e criar condições estruturais para a implantação de Mestrados Profissionais para qualificar aqueles que já estão inseridos no mundo do trabalho.

4. Incentivar a pesquisa acadêmica, através do apoio aos grupos, aos núcleos, à pesquisa individual, e através da implantação de um Laboratório Multidisciplinar de Redes de Alta Velocidade. Esse Laboratório acolheria projetos de pesquisas avançadas focadas no desenvolvimento de redes colaborativas que permitam a produção de obras, a difusão e o intercambio de resultados de alta qualidade tecnológica (alta definição) no âmbito das mídias digitais processadas pelas artes e pelas comunicações. A intenção é oferecer um espaço concreto para desenvolver projetos interdisciplinares e multidisciplinares, espaço que teria forte impacto em todas as áreas de atuação de nossa Escola (graduação, pós-graduação, pesquisa, cultura e extensão);

5. Incrementar a área de cultura e extensão com o objetivo de ampliar a função social da Escola retomando uma ação de política cultural mais intensa e coerente com nossa diversidade acadêmica e artística;

6. Possibilitar à Escola a visibilidade institucional necessáriapara que amplie seu reconhecimento como uma instituição de ensino e pesquisa paradigmática.

7. Apoiar as atividades discentes (culturais, de lazer, de reflexão) que, com responsabilidade e em dialogo com a Escola, mas sempre respeitando a liberdade de ação dos diferentes segmentos, busquem garantir a qualidade desta instituição pública de ensino universitário.

8. Garantir que a carreira dos servidores técnicos e administrativos da ECA, e a consequente avaliação de desempenho, seja implementada com transparência e responsabilidade, com o objetivo de qualificar nosso corpo funcional. O ProQual – Programa Permanente de Qualidade e Produtividade da ECA, é um instrumento fundamental através do qual o servidor encontra o apoio necessário para sua atualização e ampliação de seus conhecimentos.

9. Lutar para que o projeto do Conjunto Arquitetônico da ECA atenda aos anseios da comunidade. Desde sua implantação, em 1966, a Escola nunca ocupou espaços apropriados ao seu perfil, nos esforçaremos para que este projeto , ora em desenvolvimento, mantenha as características da Escola e proporcione as condições necessárias para o seu crescimento e atualização tecnológica.

Para cada um desses itens há ações concretas que deverão ser desenvolvidas pela administração da Unidade. No entanto, o sucesso dessas ações somente será possível se houver um trabalho conjunto que integre os Departamentos, as Comissões e os órgãos de apoio como, por exemplo, a Biblioteca e o NICA.

É importante salientar que, dada a configuração da Escola, é imprescindível que se mantenha a autonomia dos Departamentos, tanto administrativa quanto financeira. O modelo que a Eca instituiu de descentralização dos recursos orçamentários através da divisão de quotas que são distribuídas entre os Departamentos e a administração central é a base para a manutenção da autonomia.

Uma plataforma de gestão escrita, ainda que nos limites de um texto como este, deve apontar para princípios político-filosóficos e assinalar as questões estruturais mais importantes com o objetivo de dar a conhecer os pontos de vista e as linhas gerais de atuação . Nada substitui um debate ao vivo, e nesse sentido me coloco à disposição para dialogar com a comunidade ecana.

QUE A NOSSA IDENTIDADE MANTENHA A MARCA DAS DIFERENÇAS NA BUSCA CONTINUA DA QUALIDADE E COMPETENCIA QUE HISTORICAMENTE DISTINGUE NOSSA ESCOLA.

Nota  —  Publicado: 19 de outubro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized

FORMULÁRIO PARA INSCRIÇÃO DE RDs

Publicado: 1 de outubro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized

Exmo Sr. Diretor da Escola de Comunicações e Artes da

Universidade de São Paulo.

 

 

Eu_________________________________________________________

Aluno regularmente matriculado no curso de Graduação __________________________________________________________ Nº USP____________________________________ desta escola vem  requerer sua inscrição como candidato à eleição de Representante Discente junto (ao/a) ( nome do cargo a ser representado) _________________________________________

(      )  titular                             (      ) Suplente

De acordo com a portaria ECA Nº 20 de 11 de outubro de 2000.

Endereço____________________________________________________

____________________________________________________________

Telefone fixo________________________Cel.______________________

Email_______________________________________________________

 

Assinatura____________________________

2012/2013.

 

Contra o machismo, ontem, hoje e sempre!

Publicado: 25 de setembro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized

 No último domingo, dia 23, ocorreu o InterECA, torneio esportivo de futebol que visa a integrar os diversos times da ECA em um dia de descontração e fraternidade. Durante o torneio, a aluna Maria Marta Cursino, do curso de Jornalismo, foi agredida fisicamente por um outro estudante da instituição, chamado Felipe Priante. De acordo com o relato publicado pela própria Maria Marta em seu perfil no Facebook, ela se encontrava no InterECA com seus amigos e torcia para um dos times em campo com gritos de guerra que incomodaram Felipe. Depois de uma discussão inicial, Felipe pediu que ela parasse de gritar e, em seguida, mudou-se de lugar. Após o final do jogo, a aluna Maria Marta resolveu continuar a brincadeira e, ao encontrar Felipe novamente, gritou mais uma vez o grito de guerra de sua torcida. Foi então que Felipe segurou-a pelos dois braços e aplicou-lhe uma rasteira, provocando uma queda e um ferimento no rosto dela. Após o ocorrido, Maria Marta tentou contatar a Delegacia da Mulher, mas não obteve resposta, pois essa encontra-se fechada aos finais de semana. Em seguida, ela ligou para a Polícia Militar que, ao chegar no local, incitou-a a não fazer nenhum Boletim de Ocorrência dizendo que, caso fosse provado que ela não havia sido agredida, ela poderia ser processada. Segundo o relato de Marta, os Policiais Militares ainda disseram: “”Moça, se você estivesse num jogo palmeiras x corinthians e gritasse a favor do palmeiras na torcida do corinthians o que ia acontecer? Morte!”.

 Vivemos em uma sociedade onde as práticas machistas são normativizadas ou relativizadas, muitas vezes se passando por brincadeiras ou piadas. Constantemente, somos bombardeados por programas de televisão e campanhas publicitárias que naturalizam práticas machistas cotidianas, reafirmando papéis de gêneros estereotipados – o que vemos, por exemplo, em casos recentes como o quadro do metrô, no programa Zorra Total. Falamos desses casos, muitas vezes, como se fossem uma realidade isolada, restrita a outras esferas que não a da universidade e, principalmente, da Escola de Comunicações e Artes, onde paira um falso discurso sobre liberdade de gênero, igualdade e respeito. Esse caso, ocorrido com a Maria Marta em um ambiente onde ela estaria, teoricamente, segura e entre amigos, nos faz crer que enquanto o machismo for tolerado e encarado com naturalidade, nenhuma mulher estará isenta de passar por isso.

 Além de ter passado pela humilhação de ter sido agredida, Marta ainda foi obrigada a passar pelo constrangimento de não receber o devido apoio e atendimento da Polícia Militar. Mais uma vez, essa instituição demonstra seu despreparo e descuido em lidar com os civis, e, diante desse caso, fica clara, sobretudo, sua inaptidão em lidar com as opressões que sofrem mulheres (sem esquecer do caso de negros/negras e LGBTs). Quando a Polícia Militar diz para alguém que foi agredido que ele foi o causador dessa agressão – como fizeram com Marta – essa instituição culpabiliza a vítima e normativiza a violência dentro daquele ambiente. A violência não é normal, comum ou aceitável em nenhum ambiente, e não podemos pressupor isso como uma premissa para nossas ações.

 Destacamos também o fato de a Delegacia da Mulher não estar aberta durante o final de semana, o que impediu que Marta prestasse seu depoimento no mesmo dia. Para que pudesse fazer o exame de corpo de delito, ela não pode cuidar de seus ferimentos até a data de hoje, segunda-feira. Novamente, as instituições se mostram despreparadas em lidar com casos em que a mulher é vítima de agressão, uma vez que esse tipo de violência não tem hora nem local exato para acontecer. Seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. Duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres. Em 51% dos atendimentos, foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher. 52 % acham que juízes e policiais desqualificam o problema.

 Não existe nenhuma justificativa para o que aconteceu com Maria Marta no InterECA. Não podemos ser coniventes com esse tipo de situação, nem disfarçar o ocorrido, evitando que a desigualdade de gênero seja relacionada a ele. O seu agressor, Felipe Priante, só agiu dessa maneira porque ela é mulher e porque ele sente respaldo na sociedade para suas atitudes machista. Hoje, Maria Marta está fazendo exame de corpo de delito e nós, do Centro Acadêmico Lupe Cotrim, admiramos sua coragem em seguir com essa denúncia e damos, publicamente, todo apoio e suporte que ela precisar. Força, Marta!

 MACHISTAS E MISÓGINOS: NÃO PASSARÃO!

Assinam essa nota:

CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim (ECA/USP)

Frente Feminista USP

CEQHR – Centro de Estudos Químicos Heinrich Rheinboldt (Química/USP)

GUIMA – Centro Acadêmico Guimarães Rosa (Relações Internacionais/USP)

Associação Atlética Acadêmica Oswald de Andrade (FFLCH/USP)

obs: para assinar essa nota, envie email para lupecotrim@gmail.com

Deliberações da Assembleia de 13.09 (sobre a QiB)

Publicado: 14 de setembro de 2012 por Lupe Cotrim em Uncategorized
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Deliberações:
 
1. barraquinhas/ambulantes
. realizar cadastro de todos que vendem na qib e marcar uma reunião com eles para debater o uso do espaço público, a limpeza e tentar diminuir a concorrência (venda de breja) com o CA e a Atlética
. construir campanha de conscientização sobre a qib
 
2. relação com a institucionalidade
. CALC e ECAtlética indicarão pessoas para compor a comissão que irá discutir com a prefeitura do campus. Essa comissão não será deliberativa, mas levará para assembleia da ECA o que a institucionalidade uspiana disser. Além disso, na primeira reunião essa comissão irá dizer que o “problema” da qib envolve a questão de todas as festas no campus, e que a negociação deve ser feita com todo mundo junto.
. apresentar na RO do DCE (14.09) a proposta de uma reunião com CA’s e Atléticas da USP para terça-feira (18.09) para debater a questão das negociações com a prefeitura do campus e organizar uma negociação coletiva, de todos os cursos juntos.
. buscar, com a galera da lei, da sanfran, etc, formas legais de barrar a proibição da entrada de breja no campus
 
3. mobilização
. assembleias/reuniões por cursos/departamentos da ECA até dia 27, para debater o assunto com todo mundo.
. audiência pública com Marino e o Coronel Luiz de Castro Júnior, para que eles expliquem a proibição e nova política de festas
. manifesto contra a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos campi, para ser assinado por entidades
. abaixo-assinado em defesa das festas (citando a qib) e contra a proibição das bebidas
. assembleia da eca dia 27 (pauta a ser definida na reunião do CALC do dia 24)
 
4. qib
. criação de uma comissão de cultura das qib, que pense intervenções culturais e políticas, além das questões estruturais de som e luz, para retomar o caráter artístico das qib. primeira reunião: dia 24, 18h, durante a reunião do CALC.