Moção de apoio a@s estudantes da ECA-USP

Publicado: 16 de maio de 2012 por Lupe Cotrim em ECA, Nova ECA
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Nós, da gestão “À Ousadia Pertence o Futuro” do Centro Acadêmico Benevides Paixão, dos cursos de Jornalismo e de Multimeios da PUC-SP, viemos aqui manifestar toda nossa solidariedade às companheiras e companheiros da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), frente às arbitrariedades e incertezas da construção do projeto da Nova ECA. Destacamos, desde já, que, no que precisarem, estamos à disposição para ajudar, conversar, apoiar — e mesmo lutar em conjunto, se for preciso.
Há precisamente um ano, passamos pelos mesmos aperreios, pelas mesmas burocracias, pelas mesmas reuniões sem respostas, quando no ano passado foi-nos anunciado, igualmente com surpresa, o projeto de demolição do prédio de nossa faculdade, a FAFICLA, para a construção de um novo. Pode parecer que não, mas, no fundo, são os mesmos problemas — se não iguais, ainda assim muito parecidos. E pior: passado todo esse tempo, nem conseguimos ter acesso à planta de nossas futuras instalações, mesmo com nossas mobilizações.
E isso ainda em uma Universidade que, apesar de todos os problemas, pelo menos não tem o reinado de Vossa Majestade Grandino Rodas.
Por pura ironia, apenas, estamos separados, é bom lembrar. Engana-se quem acha que tudo só passa de uma grande coincidência. É evidente que, em ambos os casos, o que se projeta são espaços cada vez mais enclausurados, sem possibilidades de vivência universitária, sem lugar para a troca do conhecimento, para a livre-manifestação do pensamento, para a política, para as festas dentro da Universidade — que é antes, e mesmo que qualquer burocrata conteste, um espaço de quem a constrói: estudantes, professores e funcionários. Podemos ver, nesse sentido, as tantas “fábricas de diplomas” se multiplicando por aí, e sobre as quais arriscamos dizer: se não são modelo, servem de inspiração para o que querem fazer do Pátio do Benê (na PUC) ao Canil da ECA (na USP).

Os dois casos evidenciam também que democracia, transparência e participação passam absolutamente longe do vocabulário — e o que diremos da prática? — dos gestores e mantenedores de nossas Universidades. Somos vilipendiados ao sabor do autoritarismo de alguns poucos que detêm, mesmo sem respaldo, o poder e a hegemonia do ambiente acadêmico. Na PUC, se transparência nunca houve, democracia e participação se tornaram duas piadas de muito mal gosto. Na USP: se democracia e participação não passam de uma fábula, pura ficção ou utopia, duvidamos se seria possível a transparência do jeito que as coisas vão.

Não pensem, portanto, que é pouca coisa o que se passa, companheiros e companheiras. Tudo reflete uma concepção de Universidade que, não bastasse antes ser elitista e excludente, agora piora: será vigiada, sufocante, assumidamente autoritária, sem possibilidades de escape: insuportável! Estamos perdendo há um bom tempo, mas sempre podemos reverter: reaver nossos espaços, exercer nosso protagonismo, sermos os verdadeiros sujeitos do que se passa em nossos espaços, em nossas vidas. Como diria Bertold Bretch: “Nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”. Força e atenção, companheir@s!

Estamos junt@s!

Com carinho,

“À Ousadia Pertence o Futuro”

Centro Acadêmico Benevides Paixão
Jornalismo e Multimeios — PUC-SP

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